Encontros "BRASÍLIA, CIDADE CRIATIVA"

Encontros "BRASÍLIA, CIDADE CRIATIVA"
*** Economia da cultura no Distrito Federal ***
Ciclo de debates e Saraus para aproximar pessoas que se beneficiam com o desenvolvimento cultural de centros urbanos e cidades - produtores culturais, gestores, artistas, realizadores de eventos, turismólogos, urbanistas, empreendedores, investidores em projetos e intelectuais que pesquisam cidades criativas.
Mediação: João Reis - produtor cultural, pesquisador, músico e mestre em Psicologia.

terça-feira, 22 de março de 2011

Criando processos para a gestão cultural participativa


    Os números que mostram o potencial de consumo dos moradores do Distrito Federal apontam para um futuro cultural semelhante aos de outras metrópoles.  Cercando a área central,  o potencial de consumo dos habitantes cresceu. As 30 unidades administrativas têm uma diversidade a ser explorada. 
    Como descobrir como esses bairros passarão a produzir cultura e gerar produtos baseados no trabalho criativo? 
    Um caminho é observar o que tem sido realizado e quem são e como pensam as pessoas de cada cidade satélite ou unidade administrativa. Esse procedimento é a lição inicial de qualquer ação.
    Dessa perspectiva, temos muito a aprender com os resultados da III Conferência da Cultura, cujo texto da Secretaria de Cultura está reproduzido abaixo. E muito a inventar!



-------------------------------------------------------
Como forma de propor estratégias para o fortalecimento da cultura e iniciar um processo de construção de um novo marco legal para a gestão das políticas públicas de cultura e a inovação nas políticas culturais no DF, a Secretaria de Cultura convocou a 3ª Conferência de Cultura do DF para os dias 29,30 de abril e 1º de maio de 2011. A proposta visa estabelecer um novo padrão de relação com a sociedade, os movimentos culturais e artísticos, de maneira democrática, participativa e republicana.


Sob o mote “Cultura: Memória e Invenção”, o Lançamento da 3ª Conferência de Cultura do Distrito Federal aconteceu no dia 15 de fevereiro, no Museu da República abrindo o calendário das Conferencias Regionais e Setoriais. O processo se inicia já no dia 26 de fevereiro na cidade de Samambaia e se estende até o dia 17 de abril. Participarão do processo consultivo e deliberativo as 30 Regiões Administrativas e 14 Setoriais.


O processo de discussão acontecerá em dois momentos. O primeiro acontecerá nas chamadas Conferências Regionais de Cultura nas 30 Regiões Administrativas e as Conferências Setoriais, que realizarão os encontros por área de atuação cultural.


As Pré-conferências apontarão prioridades para o Plano de Cultura 2012/2013 nas suas regiões e setores e contribuirão com o Plano de Cultura do Distrito Federal do mesmo biênio a ser aprovado na 3ª Conferência; elegerão seus Conselhos Regionais e Setoriais de Cultura e elegerão delegados (as) para a 3ª Conferência.


O Segundo momento acontecerá entre os dias 29 de abril e o dia 1º de Maio, com a realização da 3ª Conferência de Cultura do Distrito Federal. Este promete ser um grande momento de discussão e de pactuação da Secretaria de Estado da Cultura com a sociedade, o movimento cultural e a classe artística, na elaboração e consolidação de políticas públicas para a cultura do Distrito Federal.


Esse processo busca consolidar as Políticas Públicas Culturais, uma política de Estado para o Governo do Distrito Federal, com os princípios da cultura como Direito Fundamental, de forma diversificada, descentralizada e com acesso democratizado ao fomento, bens e serviços, em suas três dimensões: simbólica, cidadã e econômica.



EIXOS DE DISCUSSÃO DA 3ª CONFERÊNCIA DE CULTURA DO DF

A - Diversidade, Descentralização e Democratização
Descentralização das Políticas Públicas de Cultura
Promoção de Políticas Integradas (educação, meio ambiente, juventude, etc.) 
Valorização da Diversidade e da Cultura local 
Políticas Culturais para Inclusão Social e Acessibilidade
 

B - Economia da Cultura
Cadeia produtiva (criação, circulação e distribuição de bens e serviços culturais) 
Políticas Culturais Integradas (turismo, comunicação, educação, ciência e tecnologia, agricultura, moda, gastronomia, designer, artesanato, micro e pequenas empresas e economia solidária). 
Fomento e Incentivo (Financiamento, Fundos e Lei de Incentivo) 
 

C - Patrimônio Cultural e Arquitetura 
Políticas de Preservação, Proteção e Promoção do Patrimônio Cultural Material e Imaterial o Distrito Federal
Sistema de Museus do Distrito Federal, Centros de Memória e Arquivos do Patrimônio Cultural Material e Imaterial 
Políticas de Educação Patrimonial
 

D - Formação e Intercâmbio Cultural 
Políticas de Fruição e Formação de Público 
Políticas de acesso à qualificação e formação de agentes culturais 
Promoção de Intercâmbio Cultural (nos âmbitos nacional e internacional)
Incentivo às Redes Culturais (fóruns, associações e outros)  

domingo, 6 de fevereiro de 2011

AS PESSOAS E SUAS FESTAS EM BRASÍLIA

O aumento populacional no DF e também o novo perfil econômico das cidades satélites, com aumento da autonomia do Plano Piloto, tem dado espaço a pessoas que se divertem de forma semelhante a outros grandes centros urbanos brasileiros. 


As festas de rua, tendo o carnaval como uma das mais belas "tecnologias" sociais ganha força por aqui, para alegria dos que querem o conforto da companhia dos familiares e amigos próximos.

No link a seguir, a Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília mostra a dinâmica do apoio governamental para as festas que fazem a felicidades dos morados da Capital.


http://www.ligadosblocos.com.br/index.php/pagina-inicial/47-carnaval-confirmado-na-capital

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MÚSICA NOVA, NOVOS ARRANJOS: CURSO INTERNACIONAL DE VERÃO

A América Latina tem mais uma edição de um dos seus mais importantes eventos musicais. Inicia-se no dia 09 de janeiro, abrindo o ano cultural brasiliense em tom maior, solar, em meio às chuvas afinadas e compassadas, ajudando ao descanso e/ou ao trabalho de construção da década (e da cidade criativa que é).

Harmonizado ao clima de recomeço cultural, o novo site da sempre elegante e eficaz Escola de Música de Brasília, está clean e com um ótimo arranjo de boas-vindas aos grandes profissionais da música internacional que orquestrarão a arquitetura invisível que sonorizará o belíssimo planalto central.

Brasilia aproveitando novos concertos e arranjos.



domingo, 14 de novembro de 2010

33o. CURSO INTERNACIONAL DE VERÃO - Escola de Música de Brasília

Há vagas para futuros músicos: vagas para matrículas que serão sorteadas. As filas que ocupam o espaço sonoro da Escola de Música de Brasília entoam expectativas ao ritmo da sorte. Entre o espaço da fila e o sorteio de vagas, a melodia está no formato de trio para dúvida+mudez+esperança: canta-se a certeza de cursos temporários, contrapõe-se a vagas nos cursos oferecidos aos sábados e cruza-se o desejo do Curso de Verão. Vibra-se a sinfonia da expectativa, nesse período em que se muda o governo local e também o que se entende sobre cultura estruturada na arquitetura vítrea do orçamento anual.
Poucas vagas, mínimas, semínimas, pausas... Até o solo do silêncio para muitos que ficarão de fora do curso técnico.
A certeza vem com as férias: o curso internacional de verão é um patrimônio cultural de Brasília. Histórico, grandioso e uma oportunidade ímpar de orquestrar o talento do brasiliense-candango para ocupar os espaços e a mente com sons.

A AGENDA PARA FUTURAS EDIÇÕES DEVE SER EXIGIDA PELA COMUNIDADE COM ANTECEDÊNCIA. 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mercado de pinturas

O mercado de artes plásticas em Brasília tem aumentando, na medida em que a cidade cresce. A importância da arte como investimento foi estudada pela economista Diva Pinho, que afirma que a pintura pode ser tida como uma reserva de valor, um bem com retornos estéticos e ganhos financeiros. Considera-a como sendo um investimento complementar a outros.

A avaliação financeira descrita por outro autor citado na obra da economista pesquisadora da USP, Rush, considera os seguintes itens:
1. quem pintou a obra - se é típica e se foi pintada no período de maior demanda da carreira do artista;
2. qualidade em comparação com outras pinturas do artista;
3. tema e dimensões da pintura;
4. histórico do artista;
5. quem vende a pintura;
6. onde e quando é oferecida à venda;
7. quem se apresenta para comprar;
João Reis III - Obra da exposição "Luthier" realizada em 2007. Coleção particular.


Diva Pinho conclui seu estudo sobre o investimento em pinturas com a seguinte frase: "No Brasil, para que a pintura se torne, efetivamente, importante opção de investimento, deve-se começar pela dinamização do mercado de arte [...], ampliando-se as possibilidades de concretização de efetivo mecenato empresarial via incentivos fiscais."

Galeno - Obras variadas


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Arte MonoMídia e encontros SocioArtísticos: maquetes de cidades criativas

A estética do encontro entre pessoas que são obrigadas a conviverem  numa cidade é um exercício de paz e também um exercício de felicidade. Um convivío que ousamos chamar de convivío "Político", com P maiúsculo (coisa que a humanidade ainda está construindo, aprendendo...). E conviver harmoniosamente, quase esteticamente, é uma possibilidade idealizada e utópica.


Como os espaços culturais são espaços idealizados, em que o império estético se dá, a mediação feita pelas obras de arte ali expostas têm múltiplas possibilidades de mudar a consciência das pessoas. E também esta multiplicidade, esta multimídia, está sendo construída, com uma grande oferta de possibilidades, que são muito úteis e que sempre precisam ter sua funcionalidade analisada. Seu impacto ainda está por se harmonizar com o que consideramos humano. Eles deveriam nos ajudar a construir o Humano. Porque a arte existe para humanizar. Então simplificar, como mostra a tradição e a vanguarda orientais, é imperativo. 

Nesse horizonte, os espaços culturais são maquetes idealizadas de cidades, por abrigarem o que poderia ser o melhor da expressão humana.. MonoMidiáticos ou MultiMidiáticos.
...
Vamos avançar com essas ideias e aproximar pessoas agentes da economia da cultura no DF, no próximo Encontro BRASÍLIA, CIDADE CRIATIVA. 
Abaixo, a visão de um arquiteto que busca simplificar seus projetos nesse mundo complexo e múltiplo.



Serpentine Gallery Pavilion dos arquitetos Kazuyo Sejima + Ryue Nishizawa


Uma iluminada citação do premiado arquiteto Ryue Nishizawa sobre tradição e inovação:

"... A história é como uma montanha, você não pode movê-la. A cada século, as pessoas criam algo novo e, no próximo século, novamente algo novo. A junção dessas novidades cria a tradição. Se você fala em tradição, tem que pensar em que tipo de novidade que você pode criar. As pessoas têm feito assim para criar a história. Eu acho que preservar a tradição é também fazer algo novo de um modo local, do seu modo, e isso não é uma contradição."