Encontros "BRASÍLIA, CIDADE CRIATIVA"

Encontros "BRASÍLIA, CIDADE CRIATIVA"
*** Economia da cultura no Distrito Federal ***
Ciclo de debates e Saraus para aproximar pessoas que se beneficiam com o desenvolvimento cultural de centros urbanos e cidades - produtores culturais, gestores, artistas, realizadores de eventos, turismólogos, urbanistas, empreendedores, investidores em projetos e intelectuais que pesquisam cidades criativas.
Mediação: João Reis - produtor cultural, pesquisador, músico e mestre em Psicologia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

3 CAPITAIS DO BRASIL E O CINEMA MUNDIAL



O cinema estadunidense no Brasil é muito forte. Avaliar sua força hoje, não é tão simples, considerando que os EUA dominam também muitas ferramentas da internet como meio de distribuição de audiovisual. Podemos sim afirmar que o papel do Brasil vem se fortalecendo. Um exemplo é a sua indústria do audiovisual, com seus músculos nas Organizações Globo – que hoje inclusive está sendo boicotada, com um movimento na internet para não sintonizarem a TV Globo. Uma força nossa também é o diretor brasileiro da animação Rio, que de forma apaixonada apresentou a antiga capital do País para o mundo de forma muito divertida. Soma-se então agora a música do compositor baiano Carlinhos Brown com seu grande parceiro Sérgio Mendes. A canção une a antiga capital Rio de Janeiro à outra mais antiga capital, Salvador.  As duas capitais unidas poderiam nos levar a questionar a participação de Brasília. Por isso realcemos a função da atual capital do Brasil: criar condições, com seus serviços públicos, para o cinema nacional competir nas outras edições do grande prêmio internacional. Além de criar melhores condições para as produções audiovisuais, deve reduzir distância em os setores produtivos e ... produzir novos filmes!! Aí serão escritos novos roteiros para o Brasil e o seu audiovisual, uma nova representação do seu papel no mundo. Mundo em que a capital não é Washington DC, muito menos Los Angeles. 


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ESTRUTURANDO A ECONOMIA DA CULTURA E A PRÓPRIA CULTURA


Mais um passo dado para o desenvolvimento do País.
Enquanto cidadãos, vamos fazer nossa parte para aumentar a participação da cultura no Produto Interno Bruto (PIB) para 4,5%, como está nas metas da política cultura brasileira até 2020.

Documento final do Conselho Nacional de Política Cultura (CNPC) no link a seguir.

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2011/12/Vers%C3%A3o_Final_MetasPNC.pdf

Cidadão brasileiro, agente da cultura em Olinda, com câmera importada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

FELICIDADE NA PRAÇA, NA RUA, NOS PARQUES


Ser visionário é ver o futuro que se quer criar. E criá-lo, pedindo ajuda e mostrando que é possível. Vislumbrar o DF mais feliz é fundamental. E fazê-lo aos poucos já é um exercício de alegria.
Muitos líderes - mesmo sem saber que o são - fazem obras que melhoram sua cidade em pequenos e lentos gestos. É um exemplo ótimo o papel de um vizinho que decide manter uma festa periódica na sua quadra, organizando o que for necessário e também se divertindo com isso. Ou aquele que quer aproveitar mais um campeonato de futebol e decora sua quadra. Ou o outro que aproveita os festejos juninos e faz da decoração um pretexto para o encontro. Ou ainda aquele outro que faz festa! (!) - pedindo as devidas autorizações e respeitando horários. Festeja a vida, o aniversário, o octogenário com seus netos... Ou ainda, aquele que tem a praça o local para fazer bolo, para jogar, ou para exercício físico. Ou para ver a lua.
Aulas gratuitas para saúde e felicidade numa praça
Espaço temos, o espaço do coração.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma linguagem para unir

O Entorno de Brasília, região de constantes novos moradores, apresenta nível elevado de problemas sociais. A falta de condições de toda NOVA cidade é uma das variáveis a serem consideradas, porque os locais em que as pessoas não se conhecem geram poucos vínculos, que por sua vez leva ao evanescimento da identidade. Ou seja, torna-se um local em que ninguém se conhece, ou que não teve ainda o tempo necessário para se conhecer. E em que a intimidade entre as pessoas não evoluiu para se transformar num alicerce de relações de respeito. São locais abertos, sem senhas.

Dessa região, olhemos para o MURO vizinho: o muro econômico que cerca Brasília. Não é novo, existe no Rio, em São Paulo e em outras grandes cidades do mundo.
Pelo muro, as pessoas ainda podem se conhecer, gerar respeito, já que diferenças podem ser gerenciadas. Contanto que a linguagem permita o ingresso em um mundo justo, em que as políticas sejam benéficas a todos.

As pessoas se conhecem a partir de uma linguagem comum, que une a todos, que permite acordos e a convivência que se ajustará aos poucos. E a única língua comum que podemos ter é a linguagem da "Lei", a linguagem dos instrumentos democráticos.

Conclui-se que devemos com urgência acelerar a democracia, zelar pelas instituições democráticas rápido. .
E continuar a  luta contra a corrupção - que é a linguagem de uma selva que não tem mais lugar no planeta de 7 bilhões de pessoas.
Precisamos ser criativos e "manter a comunicação" - a velha, antiga, ancestral "Lei" - para formar vínculos entre cada um de nós, mesmo que desconhecidos uns dos outros.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O que cresce está vivo

Ao redor da cidade tombada, aproveitando todos os benefícios da sua preservação, a cidade não para, a cidade só cresce. Que todos tenham espaço para viver a cidade na sua plenitude, a partir de uma política ampla de inclusão de todas as camadas sociais no desenvolvimento sustentável do Distrito Federal.

A responsabilidade de cada cidadão - que mora aqui e/ou usufrui da cidade - é grande. Cada cidadão pode ter participação macro (quando elege e fiscaliza) ou micro (no seu cotidiano).

Exercer seu poder de cidadão é difícil para alguns que estão começando a perceber este ofício. Ofício antigo, aliás, mas que apenas agora alguns percebem que é seu. E aumentará qualitativamente, porque cresceremos. Haverá mais vizinhos. E quantos serão os brasilienses/candangos em 2020, segundo projeções do IBGE? Serão a terceira maior população do país, depois do Rio de Janeiro e de São Paulo. Isso dá nova cara às decisões nacionais. 
Planejar é preciso, com coragem e confiança, porque uma cidade tem sentido apenas quando é vivida. E vivê-la é ser responsável pelo seu desenvolvimento e crescimento inevitáveis.

Um parque, um museu, uma história, um ambiente no presente a ser vivido.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Fértil, enquanto as chuvas teimam por vir

Basta olhar, vemos Brasília de toda cor, assim: folhagens abóbora escurecidas, cor de amêndoa, quase alaranjados, salmão fosco, açafrão claro e escuro, branco navajo diluindo os tons do marrom, caramelo de galhos, folhas castanho claro, copas de árvores coloridas pela cor da flor de mangueiras. E o verde onipresente e, quando não, quase cinza e cinza quase verde, que se ergue do dourado de folhas no chão de toda cor. Tudo isso cercado pelo céu translúcido, transparente, infinito. Uma cidade fértil, linda, plena. Pronta para mudar de estação.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CERRADO E PESSOAS


O cerrado e o planalto são enfrentados pela arquitetura e por tecnologias ainda novas. Enfrentados? Sim, o ser humano enfrenta mares, montanhas, desertos, pantanais, florestas tropicais e tantos outros desafios que a face da Terra (e suas entranhas) lhe impõe.
Essa foi a novidade que o Distrito Federal se propôs, enfrentar o planalto e o cerrado - e aqui chamamos o Distrito Federal de Brasília e seus bairros, como os Correios passaram a chamar neste ano. 

Criar uma cidade na amplidão do Planalto é diferente de criá-la cercada por montanhas. Então uns subprodutos desse enfrentamento é a dispersão das pessoas. É também o menor número de aglomerações humanas, a não ser que prédios fossem construídos próximos.  Nas superquadras, as aglomerações constantes são de carros, pouco de pessoas.

Mas o futuro chegou. E se pensarmos em cidades antigas que tenham a mesma população, veríamos que um fator para a qualidade de vida é o encontro e a gestão dessas aglomerações humanas. É preciso saber conviver pacificante na multidão e aproveitar, se for o caso.

No DF, os shoppings centers e os terminais rodoviários são os “nós da rede” em que há aglomeração, com as vantagens e desvantagens de tais pontos de encontro de pessoas.
Então, se não há muitos locais paralelos de encontro de multidões, os cidadãos não desenvolveram habilidades para tal convívio. E será preciso. E será prioritário, já que a cidade cresce.

Brasília já gerencia shows monumentais, não é disso que tratamos aqui. E sim do convívio diário de multidões que trafegam nos bairros e precisam de qualidade de vida. Sem repetir erros de cidades que já são centenárias.

Os líderes* devem pensar no assunto, bem como os moradores. Será exigido enfrentarmos o planalto central, sua seca, suas chuvas, sua geografia única. E do lado humano, será preciso enfrentar as oportunidades e ameaças da nova população que nasce e chega.

Organizações da sociedade civil já estão participando mais da forma como os bairros estão crescendo, prosperando. O Estado nunca atendeu sozinho as demandas de uma cidade. É preciso que as pessoas façam sua parte, inclusive obviamente cobrando do Estado melhor desempenho.
----------------------------------------------------------------------------------------------
* Utilizei o termo "líderes" para avançar e não ficar exigindo das famosas "autoridades políticas" ou do "governo" o que eles só fariam se os cidadãos cobrassem. "Líderes" são mais tangíveis e mais motivados e visionários.

Multidão na Esplanada em show